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Transtornos alimentares
Conteúdos especializados sobre anorexia nervosa, bulimia, compulsão alimentar, ortorexia e ARFID, com base no DSM-5-TR e na Psicologia Clínica. Os artigos abordam sintomas, causas, impactos emocionais e possibilidades de tratamento, ajudando a compreender a relação entre alimentação, corpo e saúde mental.


Transtornos alimentares: quando a comida deixa de ser comida e passa a falar da vida
Ao longo desta série de artigos (se não leu ainda, convido que o faça), falamos de anorexia nervosa, bulimia nervosa, compulsão alimentar, ortorexia e ARFID. Embora diferentes em suas manifestações, todos esses quadros compartilham algo essencial: a comida deixa de ser apenas alimento e passa a carregar sentidos emocionais profundos . Ao longo de mais de 20 anos como psicóloga clínica, com milhares de atendimentos, aprendi que raramente o problema central é o alimento e
Ana Claudia Melo
4 min de leitura


TARE ou ARFID: Quando comer não tem a ver com peso, estética ou vaidade
“Nem tudo o que limita é visível.” — Hannah Arendt Há sofrimentos que passam despercebidos porque não se encaixam nos estereótipos mais conhecidos. O ARFID ou TARE é um deles. Diferentemente de outros transtornos alimentares, aqui não há medo de engordar, busca por magreza ou obsessão estética. Ainda assim, o sofrimento é real, persistente e, muitas vezes, profundamente limitante. Na clínica, já acompanhei pacientes que chegaram dizendo: “Eu sempre fui assim
Ana Claudia Melo
5 min de leitura


Ortorexia: quando a busca por uma alimentação “perfeita” se torna uma prisão
“Nada em excesso.” — Aristóteles Há prisões que não têm grades. Elas se constroem com regras rígidas, listas intermináveis e a sensação constante de que nunca se está fazendo o suficiente. A ortorexia costuma nascer assim: como um desejo legítimo de cuidar da saúde, que aos poucos se transforma em obsessão, medo e isolamento. Na clínica, já acompanhei pessoas que se alimentavam “corretamente”, mas viviam emocionalmente exaustas. Comiam certo — e viviam mal. A
Ana Claudia Melo
4 min de leitura


Bulimia nervosa: o ciclo silencioso entre compulsão, culpa e tentativas de reparação
“Não é o peso das coisas que nos cansa, mas a maneira como as carregamos.” — Sêneca Há sofrimentos que acontecem à mesa — e outros que começam logo depois dela. A bulimia nervosa costuma viver nesse intervalo: entre o impulso de comer e o desespero de “desfazer” o que foi feito. É um transtorno marcado pelo segredo, pela vergonha e por uma intensa oscilação emocional que se repete em ciclos. Na prática clínica, já acompanhei pessoas que levavam uma vida aparentemente
Ana Claudia Melo
4 min de leitura


Anorexia nervosa: quando a busca pelo controle se torna autodestrutiva
“Quem luta demais para dominar a vida acaba sendo dominado por ela.” — Friedrich Nietzsche Há sofrimentos que não gritam; eles se silenciam. A anorexia nervosa costuma caminhar assim: em silêncio, em rigidez, em controle extremo. À primeira vista, pode parecer disciplina, força de vontade ou autocontrole exemplar. Mas, por trás dessa aparência organizada, há um sofrimento profundo, persistente e perigoso. Ao longo da minha prática clínica, já acompanhei pessoas
Ana Claudia Melo
4 min de leitura


Compulsão alimentar: quando comer deixa de ser fome e vira tentativa de alívio emocional
Há dias em que a fome não nasce no estômago, mas no peito. Ela vem depois de um dia difícil, de uma frustração, de uma solidão mal digerida ou de um cansaço que não encontrou descanso. Nessas horas, a comida parece oferecer algo além de nutrição: oferece alívio. Na clínica, já ouvi muitas vezes a frase: “Eu sei que não é fome, mas eu não consigo parar.” É justamente aí que precisamos começar a diferenciar o comportamento alimentar comum de um transtorno alimentar propriament
Ana Claudia Melo
4 min de leitura
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