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Bulimia nervosa: o ciclo silencioso entre compulsão, culpa e tentativas de reparação
“Não é o peso das coisas que nos cansa, mas a maneira como as carregamos.” — Sêneca Há sofrimentos que acontecem à mesa — e outros que começam logo depois dela. A bulimia nervosa costuma viver nesse intervalo: entre o impulso de comer e o desespero de “desfazer” o que foi feito. É um transtorno marcado pelo segredo, pela vergonha e por uma intensa oscilação emocional que se repete em ciclos. Na prática clínica, já acompanhei pessoas que levavam uma vida aparentemente
Ana Claudia Melo
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Anorexia nervosa: quando a busca pelo controle se torna autodestrutiva
“Quem luta demais para dominar a vida acaba sendo dominado por ela.” — Friedrich Nietzsche Há sofrimentos que não gritam; eles se silenciam. A anorexia nervosa costuma caminhar assim: em silêncio, em rigidez, em controle extremo. À primeira vista, pode parecer disciplina, força de vontade ou autocontrole exemplar. Mas, por trás dessa aparência organizada, há um sofrimento profundo, persistente e perigoso. Ao longo da minha prática clínica, já acompanhei pessoas
Ana Claudia Melo
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Compulsão alimentar: quando comer deixa de ser fome e vira tentativa de alívio emocional
Há dias em que a fome não nasce no estômago, mas no peito. Ela vem depois de um dia difícil, de uma frustração, de uma solidão mal digerida ou de um cansaço que não encontrou descanso. Nessas horas, a comida parece oferecer algo além de nutrição: oferece alívio. Na clínica, já ouvi muitas vezes a frase: “Eu sei que não é fome, mas eu não consigo parar.” É justamente aí que precisamos começar a diferenciar o comportamento alimentar comum de um transtorno alimentar propriament
Ana Claudia Melo
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